Dois comboios de alta velocidade colidiram na quarta-feira de manhã na província de Toledo, no centro de Espanha, causando pelo menos 10 mortos segundo a agência de notícias estatal e responsáveis regionais, enquanto a DW noticiou que as autoridades locais confirmaram pelo menos 30 mortes.1,2,3,4,5
O acidente ocorreu pouco depois das 9h locais, entre as localidades de Mora e Orgaz, perto de Urda, e envolveu um comboio da Renfe e um comboio da Iryo que circulavam na rota Madrid-Sevilha, segundo as autoridades. A operadora ferroviária Adif suspendeu a circulação na linha de alta velocidade Madrid-Andaluzia, com o serviço interrompido entre Madrid, Ciudad Real e a Andaluzia.2,3,4,5
Esther Padilla, porta-voz do governo da região de Castela-Mancha, disse aos meios de comunicação locais: "A informação que estamos a receber não é nada boa. Há pelo menos 10 mortos e é possível que o número aumente." A DW noticiou que o total inicial de dez mortos subiu entretanto para "pelo menos 30", e o título da NBC News também indicava 30. O New York Post, a ABC News e a France 24 noticiaram pelo menos 10 mortos. A ministra da Saúde, Monica Garcia, disse à TVE que o acidente foi um "acidente de grande impacto, será uma grande tragédia", mas afirmou que ainda era cedo para confirmar um número final de vítimas.1,2,3,4,5
A causa da colisão ainda não foi apurada. Padilla disse à TVE que o acidente envolveu dois comboios de alta velocidade que seguiam no mesmo sentido, de Madrid para Sevilha, e que um embateu na traseira do outro enquanto este estava parado, fazendo descarrilar duas das suas carruagens. A DW noticiou que as primeiras informações apontavam no mesmo sentido, com um comboio a embater na traseira de outro parado. O New York Post, citando a TVE, descreveu os comboios como seguindo na mesma direção. Um porta-voz do governo regional afirmou que duas carruagens da Iryo descarrilaram.2,3,5
Padilla disse que 397 passageiros seguiam no comboio da Renfe e 147 no comboio da Iryo. A DW noticiou que o comboio com 397 passageiros era operado pela AVE. Imagens do local mostravam pelo menos duas carruagens gravemente danificadas, tombadas de lado depois de rolarem por um talude. Um passageiro, Miguel, disse à rádio COPE que ouviu "um ronco enorme, um estrondo verdadeiramente imenso que durou 10 segundos, como se o comboio estivesse prestes a descarrilar". O El País, citando testemunhas, descreveu numerosos feridos e a chegada de equipas médicas de emergência ao local.3,5
Manuel Galán, presidente da câmara de Urda, disse que os serviços de emergência lhe pediram para preparar um pavilhão desportivo para acolher os feridos, e o New York Post noticiou que as autoridades de proteção civil fizeram o mesmo pedido à câmara municipal. Galán disse à DW: "Houve uma colisão entre dois comboios", e afirmou que "há feridos". Jesús Pérez, presidente da câmara da vizinha aldeia de Los Yébenes, disse a uma televisão espanhola que o acidente parecia "grave". O presidente regional de Castela-Mancha, Emiliano García-Page, escreveu no X que se dirigia para o local do acidente.2,3,5
O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, afirmou numa publicação no X que ficou "chocado com o grave acidente ferroviário em Toledo" e manifestou a sua "afeição, solidariedade e apoio a todas as vítimas e às suas famílias". A agenda pública do primeiro-ministro foi cancelada para o dia, e o Partido Popular, da oposição, cancelou todos os seus eventos de campanha, segundo um porta-voz. A Adif indicou numa mensagem no X que a circulação na linha foi suspensa "na sequência de uma colisão traseira entre dois comboios".5
O acidente surge depois de outro, em janeiro, quando um comboio descarrilou e embateu num comboio que circulava em sentido contrário perto de Adamuz, na província de Córdoba. O New York Post noticiou que 45 pessoas morreram nesse acidente, enquanto a France 24 apontou para 46 mortos. A France 24 noticiou que o acidente de janeiro, que envolveu comboios das mesmas operadoras na mesma linha, suscitou um debate sobre o nível de investimento na manutenção ferroviária nos últimos anos.2,5
O número de feridos ainda não foi determinado, e as autoridades não confirmaram um número final de mortos. O serviço ferroviário na linha Madrid-Andaluzia manteve-se suspenso enquanto as equipas de emergência trabalhavam no local.2,3,5
Garcia acrescentou: "Não precisamos apenas de ajuda de hospitais próximos, precisamos de hospitais próximos que tenham camas de cuidados intensivos".3