O Exército dos EUA afirma que a guerra com o Irã custou pelo menos US$ 47,1 bilhões até meados de outubro, mesmo enquanto o presidente Donald Trump considera lançar novos ataques contra o Irã após as eleições de meio de mandato, em 3 de novembro.4,1
O The Hill informou que o custo aumentou mais de US$ 3 bilhões desde o mês passado e afirmou que a maior parcela, US$ 29 bilhões, é destinada à reposição de munições.1
A manchete da CBS News atribui a estimativa ao Exército dos EUA, e a CNBC descreveu os custos como tendo supostamente disparado para US$ 47 bilhões. A manchete da CNBC também citou Trump dizendo que a guerra terminará "quando eu quiser".4,6
A Salon, citando reportagem da CNN, afirmou que o presidente "parece inclinado a uma ação de grande porte" e disse que Trump mencionou de passagem que planeja "terminar o trabalho" após as eleições de meio de mandato. O The Hill afirmou que Trump avalia ataques contra a República Islâmica após a votação.3,1
O The Wall Street Journal informou, citando pessoas familiarizadas com advertências diplomáticas, que Teerã alertou que aeroportos, oleodutos e outras instalações civis dos países do Golfo podem se tornar alvos caso Estados Unidos e Israel retomem a campanha aérea. O Daily Caller informou que os alertas seguem uma grande mobilização militar americana.5
O Journal também informou, citando pessoas familiarizadas com as comunicações, que autoridades iranianas ameaçaram afundar navios de guerra americanos e matar suas tripulações, e ampliaram ameaças contra a infraestrutura econômica de países vizinhos do Golfo. Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, disse ao Drop Site News que o Irã poderia atingir data centers, instalações de inteligência artificial e cabos de comunicação submarinos caso os combates se intensifiquem.5
O general de brigada da Guarda Revolucionária Iraniana Yadollah Javani alertou, segundo a emissora estatal iraniana Press TV, que sete grandes cabos de internet submarinos que atravessam o Estreito de Ormuz podem se tornar alvos caso ataques americanos danifiquem a infraestrutura iraniana. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, escreveu em artigo de opinião no Financial Times que novos combates podem colocar civis em risco em toda a região e perturbar a economia global.5
O Daily Caller, citando um alto oficial militar, informou que as operações militares americanas contra o Irã poderiam se intensificar rapidamente. Trita Parsi, vice-presidente executivo do Quincy Institute for Responsible Statecraft, afirmou anteriormente ao Daily Caller News Foundation que "as forças que empurram as coisas em direção a outra rodada de guerra são muito mais fortes do que as forças que se opõem a isso".5
Registros de baixas do Pentágono até 23 de outubro, citados pelo Daily Caller, mostram que 21 militares americanos morreram na guerra, 11 deles em ações hostis, e 865 ficaram feridos. O Daily Caller também citou a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que afirma que ataques americanos e israelenses mataram pelo menos 3.636 pessoas no Irã, incluindo 1.701 civis e pelo menos 254 crianças. Esses números abrangem os combates até 7 de abril e não incluem baixas de ofensivas posteriores.5
O Daily Caller também informou que ataques iranianos mataram pelo menos 13 pessoas nos Emirados Árabes Unidos, incluindo 10 civis, segundo o Ministério da Defesa dos Emirados em maio. Relatou ainda que um ataque dos rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, ao principal aeroporto internacional da Arábia Saudita, em Riad, em 10 de outubro, matou 12 pessoas, incluindo um cidadão americano, e feriu 309, segundo a Agência de Imprensa Saudita.5
A Salon, em uma coluna de opinião, citou reportagem do New York Times que alerta para "níveis elevados de tensão e risco" em torno das eleições parlamentares de Israel e das eleições de meio de mandato nos EUA. A coluna descreveu a guerra como entrando em uma fase mais perigosa.3
As reportagens analisadas para esta matéria não dizem se Trump tomou uma decisão sobre novos ataques, e nenhuma inclui uma resposta direta da Casa Branca à estimativa de custo. O alto oficial militar do Daily Caller, que falou sob condição de anonimato, ofereceu uma avaliação direta do que está por vir: "As coisas estão prestes a ficar apimentadas".5