O presidente Donald Trump pediu na quarta-feira que a democrata Mary Peltola desistisse da corrida ao Senado no Alasca e respondesse judicialmente após reportagem do New York Times de que assessores de sua campanha ajudaram a recrutar um segundo candidato chamado Dan Sullivan para disputar contra o senador republicano Dan Sullivan.1,3,4,6
A reportagem acrescentou uma nova disputa a uma corrida acirrada pela cadeira no Senado ocupada pelo atual senador Sullivan, em que a presença de outro Dan Sullivan na cédula de novembro pode confundir os eleitores e afetar o resultado. O Times disse que o esforço visava confundir os eleitores, o que a campanha de Peltola nega ter participação e para o que Trump não apresentou provas.1,3
O Times informou que assessores da campanha de Peltola trabalharam com o veterano operador democrata Jerid Kurtz, descrito como experiente em táticas políticas relacionadas a cédulas. Um funcionário de Peltola teria recebido orientação para procurar todos os Dan Sullivan do estado, e a busca localizou Dan J. Sullivan, professor aposentado que se registrou como republicano pouco antes de apresentar candidatura, segundo o Times.3
Dan J. Sullivan disse anteriormente ter votado nos democratas nas últimas três eleições presidenciais. Mais tarde, mudou seu registro partidário para sem filiação e aparecerá na cédula de novembro sem rótulo partidário.3
Trump reagiu em uma publicação no Truth Social na tarde de quarta-feira, escrevendo, "Acaba de ser apurado que os democratas no Alasca buscaram e recrutaram ilegalmente um homem chamado Dan Sullivan para concorrer contra nosso distinto senador republicano, Dan Sullivan, a fim de fraudar, confundir e obscurecer a eleição, retirando assim votos do VERDADEIRO senador, Dan Sullivan," disse Trump. Ele acrescentou, "As declarações falsas dos democratas foram feitas sob juramento em Tribunal Federal. Portanto, cometeram perjúrio e devem responder por consequências muito graves," disse Trump.3
Na mesma publicação, Trump escreveu, "Mary Peltola deve sofrer as consequências legais e políticas pelo que fez, UMA FRAUDE CONTRA O PÚBLICO AMERICANO, e Dan Sullivan deveria poder concorrer sem Mary Peltola nem o FALSO Dan Sullivan na cédula," disse Trump. Ao falar com jornalistas na quarta-feira antes de embarcar para Ohio, e mais tarde em comício em Chillicothe, ele classificou o caso como "fraude eleitoral no mais alto nível." Trump disse, segundo os relatos de suas declarações, "Acontece que foi um esquema dos democratas. É o que eles fazem de melhor: eles trapaceiam," disse Trump. A Axios observou que Trump não apresentou provas para sustentar suas alegações de que Peltola cometeu fraude eleitoral.1,3,5,6,2
Uma porta-voz do Alaskans for Mary disse em mensagem na noite de quarta-feira, "Mary entrou nesta corrida porque os habitantes do Alasca merecem uma defensora que lute para reduzir seus custos e coloque o Alasca em primeiro lugar, e nenhuma publicação ou ameaça de qualquer político de Washington a afastará dessa luta," disse a porta-voz. A porta-voz acrescentou, "A campanha Alaskans for Mary não tem envolvimento com nenhuma das campanhas de Sullivan," disse a porta-voz.3
Peltola classificou a reportagem do Times como distração durante um evento de campanha na quarta-feira. "Ninguém acorda preocupado com a composição da cédula. Nem mesmo eu. Estou preocupada com minhas contas. Estou preocupada com a acessibilidade na saúde," disse Peltola. O The Hill informou que Trump criticou os democratas no Senado e a campanha de Peltola em meio a alegações de que os dois atuaram juntos para colocar um candidato para dividir votos na cédula em um esforço para beneficiar seu partido na corrida ao Senado no Alasca.3,5
O governador do Alasca, Mike Dunleavy, ordenou uma investigação sobre a campanha de Peltola na quarta-feira em resposta à reportagem do Times. "Os habitantes do Alasca têm o direito fundamental de votar no candidato que realmente pretendem apoiar," disse Dunleavy em uma publicação no X. "Enganar deliberadamente os eleitores para que votem em outra pessoa atinge a integridade de nossas eleições," disse ele.3
A disputa ocorre enquanto o governo Trump processou o Alasca para adiar a certificação dos resultados da eleição ao Senado caso o atual senador Sullivan perca por pouco, até a conclusão de uma investigação sobre possível confusão dos eleitores. A campanha de Peltola e o Democratic Senatorial Campaign Committee tentaram intervir no processo e pediram a um juiz federal que o arquive, e a ACLU, a League of Women Voters of Alaska e a Common Cause também tentam participar do caso. A campanha confirmou que nenhuma alegação foi feita em tribunal federal sobre como surgiu a candidatura de Dan J. Sullivan ou quem esteve envolvido em sua decisão de concorrer.3
O Alasca usa o voto por ordem de preferência, em que os eleitores classificam os candidatos por ordem de preferência.3