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Coreia do Norte (North Korea) dispara mísseis balísticos na costa leste em meio a tensões na fronteira

Coreia do Sul (South Korea) diz que mísseis de curto alcance foram lançados de perto de Wonsan enquanto disputas sobre explosão de mina na fronteira e conversas militares seguem sem solução.

Both News · Escrito por IA com base nas fontes citadas

Escrito a partir de 6 reportagens de veículos de todo o espectro

Atualizado:

A Coreia do Norte disparou vários mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar na costa leste na quinta-feira, disseram os militares da Coreia do Sul, em um lançamento que tensionou ainda mais as relações entre as duas Coreias.1,4,5

Os mísseis foram lançados de uma área perto de Wonsan por volta das 12h30, no horário local (0330 GMT), segundo o Estado-Maior Conjunto (Joint Chiefs of Staff) da Coreia do Sul. O lançamento ocorreu menos de uma semana depois de a Coreia do Sul propor conversas militares sobre a crescente disputa na fronteira, proposta à qual Pyongyang ainda não respondeu.1,4,5

Os relatos divergiram sobre a dimensão do lançamento. Os militares da Coreia do Sul, citados pela DW, disseram que cerca de 10 mísseis foram disparados, enquanto a France 24 e o The Japan Times falaram em cerca de uma dúzia. O The New York Post descreveu inicialmente o episódio apenas como um projétil não identificado, sem que o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul desse mais detalhes sobre o tipo de arma. Os militares de Seul (Seoul) disseram que os mísseis voaram cerca de 250 quilômetros em direção ao Mar do Leste (East Sea), o corpo de água também conhecido como Mar do Japão (Sea of Japan).1,4,5,6

A Coreia do Sul disse que estava reforçando a vigilância e mantendo a prontidão para lançamentos adicionais, ao mesmo tempo em que compartilhava informações com os Estados Unidos (United States) e o Japão (Japan). O Ministério da Defesa do Japão disse que os mísseis caíram fora da Zona Econômica Exclusiva do país, segundo a Yonhap News Agency da Coreia do Sul, enquanto a Guarda Costeira do Japão havia antes orientado os navios na área a manter vigilância. Seul e Washington estão conduzindo uma análise detalhada dos mísseis, com os militares de Seul afirmando: "A Coreia do Sul e os Estados Unidos estão conduzindo uma análise detalhada de suas especificações exatas."1,4

O Gabinete de Segurança Nacional de Seul disse que os lançamentos violaram resoluções do Conselho de Segurança da ONU (U.N. Security Council), classificando-os como "atos graves que em nada ajudam a administrar a situação atual". Lim Eul-chul, professor da Kyungnam University na Coreia do Sul, disse à AFP: "Isso deve ser visto como uma demonstração de força de nível bastante alto", acrescentando: "A Coreia do Norte está demonstrando que tem capacidade para destruir completamente importantes instalações militares sul-coreanas e americanas", disse ele.4

Lim acrescentou que Pyongyang também enviava uma mensagem política ao "exibir seu poderio militar esmagador e alertar Seul para não interferir em seus esforços para fortificar a fronteira", disse ele. Na semana passada, Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, disse que o Norte deixaria alto-falantes de prontidão ao longo da fronteira "dentro de dias" e havia colocado "novos meios de resposta" não especificados em alerta. Os dois países por vezes usaram alto-falantes com propaganda através da fronteira e outros métodos de guerra psicológica, e a Coreia do Norte disse na semana passada que retomaria as transmissões de propaganda na linha de frente e implantaria novos sistemas de armas ao longo da fronteira.4,5

O lançamento ocorreu após semanas de tensão por causa da explosão de uma mina terrestre na Zona Desmilitarizada (Demilitarized Zone) em 21 de setembro, que feriu três soldados sul-coreanos. Uma investigação conjunta da Coreia do Sul e das Nações Unidas (United Nations) concluiu no início deste mês que a Coreia do Norte havia plantado as minas ao sul da linha de demarcação militar há mais de um ano. Seul classificou a ação como "uma clara violação do Acordo de Armistício (Armistice Agreement)" e exigiu um pedido de desculpas, que o Norte rejeitou. Pyongyang negou responsabilidade e advertiu sobre retaliação em caso de provocação.1,4,5

Mais tarde, a Coreia do Sul propôs conversas militares com o Norte para "confirmar mutuamente a localização precisa" de sua fronteira e discutir a restauração dos canais de comunicação, mas Pyongyang não respondeu. A Zona Desmilitarizada é uma das fronteiras mais fortemente fortificadas do mundo, onde incidentes com minas terrestres já aumentaram as tensões. Seul e Pyongyang permanecem tecnicamente em guerra, pois o conflito coreano terminou em 1953 com uma trégua, e não com um tratado de paz.4,5

Pyongyang realizou testes de mísseis em mais de 10 ocasiões neste ano, o mais recente com o lançamento de vários mísseis balísticos de curto alcance em 12 de outubro. Testes recentes incluíram um novo sistema de torpedos guiados de precisão e um míssil hipersônico de alcance intermediário, ambos descritos como empregando tecnologia de IA.1,4

As tensões surgem no momento em que as recentes aberturas do presidente americano Donald Trump à Coreia do Norte levantaram preocupações em Seul, aliada dos Estados Unidos, de que possa ser deixada de lado em potenciais conversas nucleares envolvendo Pyongyang. Em seus comentários mais recentes, Trump aparentemente minimizou a possibilidade de uma cúpula, ao mesmo tempo em que insistiu que sua relação com Kim Jong Un era "muito boa". Em outubro, a Coreia do Norte lançou vários mísseis balísticos de curto alcance um dia depois de Trump sugerir que os dois poderiam se encontrar neste ano.4

O lançamento de quinta-feira também ocorreu após uma recente visita de Kim Jong Un à China. A MSNBC a descreveu como uma visita surpresa de fim de semana à China, principal aliada e via econômica do Norte, para pressionar por maior cooperação, enquanto o The New York Post disse que o lançamento ocorreu cinco dias depois de Kim visitar a China por uma ponte recém-inaugurada que liga os dois países. A Coreia do Sul disse ter intensificado a vigilância para possíveis lançamentos adicionais.1,3,4,5

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Como cada lado contou

Esquerda

A MSNBC destacou a barragem de mísseis como sinal do aumento das tensões com o Sul e enfatizou a visita de fim de semana de Kim Jong Un à China por maior cooperação.

Centro

A DW, a France 24 e o The Japan Times destacaram o número e a trajetória dos mísseis e enfatizaram a investigação sobre a mina na fronteira, a vigilância e a análise com os Estados Unidos e o Japão, além da proposta de conversas sem resposta.

Direita

O The New York Post e o The Washington Times trataram o lançamento como o mais recente de uma série de testes em meio à animosidade causada pelas explosões de minas, com o primeiro destacando inicialmente um projétil não identificado e a visita de Kim à China pela ponte, e o segundo enquadrando-o como parte de um padrão mensal repetido.

Fontes

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  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5
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