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Lavrov visita Teerão enquanto os Estados do Golfo pressionam Moscovo por causa dos ataques do Irão

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Lavrov, reuniu-se com dirigentes iranianos em Teerão, enquanto o Irão afirmou que não voltará às negociações com Washington enquanto persistirem as pressões dos EUA.

Both News · Escrito por IA com base nas fontes citadas

Escrito a partir de 4 reportagens de veículos de todo o espectro

Atualizado:

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Lavrov, viajou esta semana para Teerão para conversações com dirigentes iranianos, a sua primeira visita ao Irão desde o início da guerra entre os EUA, Israel e o Irão, enquanto Teerão afirmou que não voltará a negociar com Washington enquanto persistirem as pressões americanas.2,3,1

A guerra, que eclodiu no final de fevereiro, já dura quase oito meses, sem um fim claro à vista. Omã tem servido de mediador entre os Estados Unidos e o Irão, e o Paquistão também tem desempenhado um papel, incluindo no Memorando de Islamabad, assinado em junho. A viagem de Lavrov surge num momento em que os Estados do Golfo pressionam Moscovo para usar a sua influência para travar os ataques iranianos ao seu território e à navegação.1,4

As informações divergem quanto ao momento da visita. A Breitbart afirmou que Lavrov esteve em Teerão na segunda-feira para “discutir medidas de desescalada” com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, e com o Presidente Masoud Pezeshkian. A CBS News disse que Pezeshkian se reuniu com Lavrov em Teerão na terça-feira.4,1

Antes de partir para o Irão, Lavrov reuniu-se com os ministros dos Negócios Estrangeiros do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) no Bahrain, segundo a Breitbart. O secretário-geral do bloco, Jasem al-Budaiwi, foi especialmente crítico em relação aos houthis, milícias apoiadas pelo Irão no Iémen, que têm usado drones e mísseis para atacar aeroportos civis e instalações energéticas na Arábia Saudita. Os ministros do GCC pediram à Rússia que “desempenhe um papel ativo na pressão sobre Teerão” para que este pare de atacar os seus vizinhos.4

Lavrov respondeu com garantias de que a Rússia valoriza os seus laços comerciais e diplomáticos com o GCC. Não disse que usaria a influência da Rússia sobre o Irão e atribuiu as dificuldades atuais da região ao “ato de agressão não provocado” dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão. Antes de partir para Teerão, descreveu a abordagem da Rússia: “O nosso conceito foi especificamente concebido para criar condições para um diálogo direto entre os Estados costeiros do Golfo e os seus vizinhos, como o Iraque e a Jordânia”, afirmou.4

Pezeshkian reuniu-se na terça-feira com o chefe do Exército paquistanês, marechal de campo Asim Munir. Segundo um resumo da reunião publicado na conta oficial do governo iraniano na X, Pezeshkian disse a Munir que “a belicosidade dos EUA está por trás das tensões regionais, incluindo as perturbações no Estreito de Ormuz”, e afirmou que Washington “deve levantar as suas pressões, ameaças e sanções antes de quaisquer negociações”.1

Os EUA intensificaram as sanções no último mês, ao abrigo de uma campanha denominada Operation Economic Outcast, e o Presidente Trump afirmou que a pressão económica se tornou a principal estratégia para pôr fim à guerra. A CBS News observou que as condições fixadas pelo Irão dificilmente serão aceites por Washington. Falando no Salão Oval, Trump disse: “Como sabem, estamos a sair-nos muito bem com o Irão.” E acrescentou: “Temos apenas de tomar uma decisão final: de que maneira queremos ganhar? Queremos ganhar da forma simpática ou da forma nada simpática? Mas estamos a sair-nos muito bem.”1

Trump também se pronunciou sobre o papel da Rússia. Recentemente, concedeu a Moscovo isenções de algumas sanções ao petróleo e assinou um acordo para importar gasóleo russo. Numa publicação na Truth Social no domingo, escreveu que “a Rússia está a fazer muito pouco, se é que faz alguma coisa, para ajudar a República Islâmica do Irão, comparado com o que poderia estar a fazer, e quero que continue assim”. A CBS News descreveu que o Irão elogiou os seus laços com a Rússia e afirmou que os dois países se tornaram aliados poderosos. Lavrov afirmou que a Rússia continua comprometida com uma parceria estratégica de 20 anos com o Irão, que formalmente começou a 2 de outubro, e prometeu proteger o Irão contra futuros ataques.4,1

Responsáveis iranianos também falaram sobre a possibilidade de novos ataques dos EUA. O ministro da Defesa, Mehrdad Ketabchi, aprovado pelo parlamento no domingo, disse que o Irão estava preparado para responder se os Estados Unidos usassem a sua arma convencional mais poderosa, a “Mãe de Todas as Bombas” (“Mother of All Bombs”), em novos ataques. “Tomámos as medidas necessárias para este cenário e estamos tranquilos”, afirmou. Araghchi escreveu: “Da última vez quiseram ‘acabar o trabalho’, e o Irão saiu ainda mais forte. Querem tentar a sorte outra vez? Fiquem à vontade. Mas tenham cuidado; também temos trabalhos inacabados.” No domingo, o conselheiro da Guarda Revolucionária Islâmica (Islamic Revolutionary Guard Corps), brigadeiro-general Mohammad Reza Naqdi, afirmou que o Irão tinha preparado “o pai dos nossos mísseis” e alegou que o Irão tem uma nova superarma pronta a ser utilizada contra os Estados Unidos e Israel.4

Nikita Smagin, analista do Médio Oriente, disse à Al Jazeera News que o momento das visitas da Rússia às monarquias do Golfo e ao Irão era “um sinal deliberado” e que Moscovo “aborda as relações com todos estes países em termos largamente iguais”. Smagin afirmou que a Rússia provavelmente não queria que o conflito se agravasse, uma vez que isso poderia prejudicar as suas relações com outros Estados do Médio Oriente, mas que Moscovo poderá não estar ansioso por um fim rápido, porque a saída de produtos petrolíferos do Médio Oriente do mercado tinha ajudado as vendas e os lucros petrolíferos russos.4

As notícias não descrevem qualquer acordo alcançado durante os encontros de Lavrov em Teerão, e ainda não se sabe se o Irão e os Estados Unidos voltarão às negociações. Lavrov deverá prosseguir a sua diplomacia na região, e a posição iraniana sobre as negociações mantém-se: Washington deve primeiro levantar as suas pressões, ameaças e sanções.2,3,4

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Como cada lado contou

Centro

A CBS News deu destaque ao elogio do Irão aos seus laços com a Rússia, que contrapôs à afirmação de Trump sobre o escasso apoio russo, e à condição linha-dura de Pezeshkian para as negociações, enquanto o resumo da Al Jazeera se centrou na primeira visita de Lavrov ao Irão desde a guerra e na segurança regional.

Direita

O Washington Times enquadrou a visita como surgindo quando a diplomacia de paz está em impasse, enquanto a Breitbart destacou os Estados do Golfo a pressionar a Rússia por causa dos ataques do Irão, as isenções de sanções concedidas por Trump a Moscovo e as ameaças de responsáveis iranianos.

Fontes

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4

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