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Machado regressa à Venezuela após mais de 10 meses no exílio

A laureada com o Nobel e líder da oposição, excluída das negociações de transição apoiadas pelos EUA, afirmou estar de volta ao país, enquanto o presidente Trump disse não saber do seu regresso.

Both News · Escrito por IA com base nas fontes citadas

Escrito a partir de 7 reportagens de veículos de todo o espectro

Atualizado:

A líder da oposição venezuelana María Corina Machado (María Corina Machado) regressou à Venezuela neste domingo, após mais de 10 meses no exílio, anunciando a chegada na rede social X com as palavras "Estou aqui. Com vocês."1,4,6,7

Outros membros da oposição confirmaram a chegada pouco depois, mas não forneceram detalhes. Machado deixou a Venezuela em dezembro para receber o Prémio Nobel da Paz na Noruega e, um mês depois, os Estados Unidos afastaram do poder o seu rival, o Presidente Nicolás Maduro. A transição que se seguiu excluiu Machado e o seu aliado, o antigo candidato presidencial Edmundo González Urrutia, que continua no exílio.1,6

González Urrutia celebrou o regresso de Machado num comunicado. "Hoje é um dia muito importante para os venezuelanos. A nossa voz soberana regressa com ela para liderar e orientar este processo!", afirmou, acrescentando que em breve se juntará a ela no país.1,6

A oposição partilhou imagens de Machado, no domingo, a assistir à missa na Igreja de Santa Rosa, no estado de Lara, onde apoiantes a abraçaram e lhe apertaram as mãos. A France 24 identificou a igreja como estando em Barquisimeto.1,4,6

Trump disse não saber do regresso, mas espera que ela esteja segura. Questionado pela jornalista da CNN Julia Benbrook sobre o paradeiro de Machado, afirmou: "Não sei nada sobre isso, mas acho que ela é uma mulher muito simpática. Deu-me o seu Prémio Nobel, por isso como posso dizer outra coisa? E espero que esteja segura." Machado entregou o seu Prémio Nobel a Trump na Casa Branca em janeiro, segundo a BBC.1,6

Dinorah Figuera, que tem liderado as negociações da coligação da oposição com o Governo, afirmou que o regresso de Machado resulta da queda de Maduro e das conversações de reconciliação em curso. O secretário de Estado Marco Rubio elogiou o papel dos EUA numa publicação na rede X. "As condições que permitem o regresso seguro da senhora Machado à Venezuela são o resultado direto das conversações de reconciliação apoiadas pelos EUA, que já levaram à libertação de centenas de presos políticos e ao regresso do exílio de centenas de figuras da oposição política", escreveu.1,6

O regresso surgiu após tentativas repetidas. Segundo os seus conselheiros, Machado tentou sete vezes, nos últimos meses, regressar ao país sem sucesso. A primeira tentativa foi no final de junho, depois de dois fortes sismos terem devastado o país, e afirmou que o Governo a impediu ao encerrar o espaço aéreo. No final de setembro, quando a Presidente em exercício Delcy Rodríguez se encontrava em Nova Iorque para a Assembleia Geral das Nações Unidas, foi-lhe recusada a entrada três vezes num único dia. Têm surgido relatos de que os EUA estariam envolvidos no atraso do seu regresso, o que Washington negou, segundo a BBC.1,6

O Governo que permanece em funções é liderado por Rodríguez, que tomou posse como Presidente interina após a remoção de Maduro. Maduro está preso em Nova Iorque, onde enfrenta acusações de tráfico de droga, posse de armas e tortura. Declarou-se inocente.6,1

Machado venceu as primárias presidenciais independentes em 2023, com mais de 90% dos votos, mas o Governo de Maduro impediu-a de concorrer, acusando-a de fraude e infrações fiscais. Ela negou as acusações, classificando-as como motivadas politicamente. O seu aliado González concorreu em seu lugar em 2024. A autoridade eleitoral alinhada com o Governo declarou Maduro vencedor sem tornar públicos os resultados detalhados das votações, enquanto a oposição defendeu que González tinha vencido e publicou cópias dos boletins como prova. Especialistas citados pela CNN concluíram que tal resultado era estatisticamente improvável.6,1

Os relatos sobre a forma como Machado deixou o país em dezembro também divergem. A France 24 afirmou que saiu da Venezuela de forma clandestina, e a BBC descreveu uma saída de lancha a coberto da escuridão. A The Hill, numa descrição da sua notícia, afirmou que ela saiu do país sob a proteção de uma equipa de resgate norte-americana.4,6,7

Trump afirmou que o país ainda não está pronto para eleições, enquanto Rodríguez garantiu, na Assembleia Geral das Nações Unidas no mês passado, que a Venezuela realizaria novas eleições e avançaria para uma democracia plena. O Governo interino não anunciou uma data para uma votação. Machado disse que se candidataria novamente à Presidência caso houvesse eleições, e não é claro o que pretende fazer agora que está de regresso. No final de agosto, Trump anunciou um acordo para que os EUA assumam o controlo maioritário de mais de 65 mil milhões de barris de reservas petrolíferas comprovadas na Venezuela. Num vídeo, Machado questionou por que razão o Governo venezuelano assinava o acordo, qualificando-o de "regime ilegítimo".1,6

Um porta-voz de Machado, David Smolansky, classificou o regresso como "um passo importante para uma transição democrática e para eleições presidenciais livres, justas e verificáveis num futuro próximo". Agradeceu também a Trump, a Rubio, ao Governo dos EUA, ao Congresso e aos governos aliados pelo seu apoio.6

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Como cada lado contou

Esquerda

A CNN abriu com o regresso de Machado e com um panorama político que descreveu como remodelado pelos Estados Unidos sem a participação dela, detalhando depois a sua exclusão das negociações e as declarações de Trump sobre ela; o título da NPR enquadrou a história simplesmente como o regresso da líder após meses de exílio, e o texto da notícia não estava disponível nos relatórios fornecidos.

Centro

A France 24 abriu com o anúncio de Machado e observou que ela regressa numa altura em que crescem as dúvidas sobre o futuro democrático do país e sobre o papel dos EUA; a BBC abriu com um panorama político tenso e deu amplo contexto sobre as eleições de 2024 e a detenção de Maduro; a história da The Hill estava disponível apenas como título e descrição de partilha, que descrevia a sua saída como estando sob a proteção de uma equipa de resgate norte-americana.

Direita

O Washington Examiner e o The Washington Times associaram o regresso, nos seus títulos, à expressão "à medida que aumentam as dúvidas sobre a democracia"; apenas os títulos destes dois relatórios estavam disponíveis, pelo que o texto não pôde ser avaliado.

Fontes

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  3. 3
  4. 4
  5. 5
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