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Violência em protestos franceses contra o custo de vida deixa policiais feridos e demissão de ministro recusada

Protestos em todo o país contra o custo de vida degeneraram em confrontos, saques e incêndios criminosos na França. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, ofereceu a sua demissão, que o Presidente Emmanuel Macron recusou.

Both News · Escrito por IA com base nas fontes citadas

Escrito a partir de 8 reportagens de veículos de todo o espectro

Atualizado:

Protestos em todo o país contra o custo de vida tornaram-se violentos em toda a França, no sábado, com confrontos, saques e incêndios criminosos. O governo passou a enfrentar duras questões sobre a forma como lidou com a agitação, e o ministro do Interior ofereceu a sua demissão, que o Presidente Emmanuel Macron recusou.4,6,7

As manifestações reuniram estudantes, sindicatos e cidadãos que protestavam contra o aumento dos custos e dos preços elevados dos combustíveis, aos quais se juntaram trabalhadores, reformados, agricultores e ativistas climáticos e antifascistas, segundo os apelos dos organizadores. A central sindical CGT estimou a participação a nível nacional em 500 mil pessoas, enquanto o Breitbart calculou cerca de 550 mil manifestantes. O Politico descreveu as multidões como centenas de milhares de pessoas. Milhares de pessoas protestaram pacificamente, mas as imagens mostraram edifícios a arder, lojas saqueadas e confrontos com a polícia de choque.7,2,6

Em Limoges, um grupo de indivíduos encapuzados forçou a entrada na câmara municipal, edifício que data de 1883, e incendiou-o, segundo o Le Figaro, citado pelo Breitbart. A torre desabou quando o fogo se propagou pela estrutura, maioritariamente em madeira, e o prefeito de Haute-Vienne afirmou que o edifício estava "em grande parte perdido". Um carro da polícia municipal foi queimado em frente à câmara. Em Lyon, manifestantes incendiaram o gabinete de turismo durante uma manifestação de cerca de 20 mil pessoas, relatou o Breitbart. Registaram-se também saques em Nantes, Nice e Lille e, em Paris, o presidente da câmara socialista, Emmanuel Grégoire, disse estar "muito zangado" e que "ruas inteiras" tinham sido "metodicamente devastadas".2

O Ministério do Interior afirmou no domingo que cerca de 2400 pessoas tinham sido detidas e quase 1000 polícias e gendarmes feridos. O Politico citou os números mais recentes do ministério, que apontavam para cerca de 2000 detenções, e o The Washington Times noticiou 1800 detenções no seu título. No início do fim de semana, Nuñez tinha colocado o número de detenções em cerca de 400, na sua maioria adultos, e afirmado que pelo menos 60 agentes tinham ficado feridos. Os números divulgados pelos meios de comunicação diferem, e o total não foi confirmado nas reportagens.7,4,6,8,2

Na segunda-feira, Nuñez afirmou que a polícia em todo o país tinha "perdido o controlo" da situação durante o fim de semana. Disse ter apresentado a sua demissão "porque me senti responsável por tudo o que aconteceu". O Palácio do Eliseu (Palais de l'Élysée) afirmou que Macron tinha condenado "falhas de antecipação e de informação" por parte das autoridades francesas, mas que recusara a demissão. Macron instruiu Nuñez a "tomar todas as medidas necessárias para garantir a transparência sobre as falhas de planeamento e de informação que levaram à violência", segundo um comunicado do seu gabinete, e a criar novos métodos operacionais para as forças de segurança.7,4

O governo também atribuiu a responsabilidade pela violência a grupos da extrema-esquerda. O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, apontou "grupos ultraesquerdistas" por trás das manifestações, afirmando que tinham "organizado a violência em várias cidades francesas". O Politico noticiou que Lecornu alegou que o movimento França Insubmissa (La France insoumise) e o seu candidato presidencial, Jean-Luc Mélenchon, tinham desempenhado um "papel importante" numa "rede de extrema-esquerda" que impulsionou a agitação. Lecornu declarou: "As manifestações pacíficas têm o seu lugar legítimo na nossa República. Incêndios, saques e ataques não têm qualquer lugar."2,6

Num discurso dirigido à nação no domingo, Macron afirmou: "Quem destruiu terá de pagar; quem saqueou terá de reembolsar." Disse estar a aguardar "respostas claras" sobre as razões pelas quais os protestos se tornaram violentos e acusou "os desordeiros de pequenas fações de extrema-esquerda, juntamente com numerosos delinquentes" de exercerem "violência desenfreada". O Breitbart citou-o a dizer que quem atacou prefeituras e câmaras municipais "será processado e punido".6,2

Mélenchon participou nos protestos de sábado em Paris e incentivou os apoiantes a juntarem-se, condenando ao mesmo tempo os saques e a violência, segundo o Politico. Afirmou que as acusações de que era responsável pela desordem visavam enfraquecer a sua candidatura presidencial e acusou Macron de "deixar a situação degradar-se" sem oferecer soluções. Mélenchon também criticou a cobertura mediática da agitação, sublinhando que a maioria das manifestações tinha sido pacífica, segundo a Deutsche Welle. Benoit Payan, presidente da câmara de Marselha (Marseille) de esquerda, disse à BFMTV que "é inaceitável usar este tipo de pretexto para entrar, partir e destruir os alicerces que nos unem como nação".6,7

Marine Le Pen, líder da extrema-direita do Reagrupamento Nacional (Rassemblement National) e favorita nas eleições presidenciais do próximo ano, afirmou que "as reivindicações sociais legítimas foram mais uma vez tomadas como reféns pela extrema-esquerda e pelos discursos dos deputados de Jean-Luc Mélenchon". Édouard Philippe, candidato presidencial de centro-direita, declarou: "Estas imagens de violência têm consequências que vão muito além das nossas fronteiras." O Politico noticiou que a oposição parisiense e membros da extrema-direita tinham pedido a demissão de Nuñez.2,6

Faltando pouco para as eleições intercalares nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, o Presidente Donald Trump aproveitou a violência numa publicação na Truth Social. "A França está a arder! A imigração de pessoas de um mundo totalmente diferente, com ódio no coração, destruiu aquele país outrora grande", escreveu Trump, segundo o Politico.6

O movimento de protesto começou no mês passado como uma pequena manifestação contra a falta de professores numa escola no subúrbio parisiense de Créteil, relatou o Breitbart. Os organizadores esperavam reavivar o impulso do movimento dos Coletes Amarelos (Gilets jaunes), de 2018 e 2019, que desafiou Macron durante o seu primeiro mandato. Os protestos ocorrem cerca de seis meses antes de o país eleger o seu sucessor. Para o fim de semana, o Ministério do Interior afirmou que 60 mil polícias e gendarmes tinham sido mobilizados, incluindo 5000 em Paris, depois de ter sido divulgado e corrigido um número inicial de 10 mil em todo o país.2,7

Lecornu apelou a que algumas câmaras municipais impusessem recolher obrigatório "muito limitado" e "localizado" para travar novas agitações, e disse que não excluía decretar o estado de emergência. Após uma reunião de crise na segunda-feira, declarou: "Estou absolutamente determinado a restabelecer a ordem." As autoridades de Marselha proibiram todas as reuniões e manifestações entre o meio-dia e as 20h de segunda-feira. Lecornu afirmou não haver planos para cancelar o jogo da Liga dos Campeões entre o Paris Saint-Germain e o Barcelona, marcado para terça-feira à noite, em Paris. Estudantes bloquearam a entrada do Louvre, e os sindicatos disseram que o museu permaneceria encerrado.7

Serge Papin, ministro das Pequenas Empresas de França, deverá reunir-se na terça-feira com representantes de empresas no Ministério da Economia para avaliar os danos e propor apoios às empresas afetadas, segundo o Politico. O Breitbart noticiou que Lecornu apoia uma lei que obrigaria os envolvidos em motins a pagar pelos danos, tenham ou não participado pessoalmente na destruição. Num comunicado, Lecornu declarou: "O dinheiro público é escasso: deve financiar os nossos serviços públicos, e não reparar sem fim o que os vândalos destroem. Cabe a eles suportar o custo." Nuñez deveria visitar Marselha mais tarde na segunda-feira.6,2,7

Questionado sobre a possibilidade de um estado de emergência, Lecornu afirmou que, "tal como estão as coisas", a questão dos recolhes obrigatórios "parece mais adequada à situação com que podemos vir a deparar-nos", e acrescentou: "Se for necessário, vou fazê-lo."7

Como cada lado contou

Esquerda

O Politico, de orientação de centro-esquerda, abriu com a promessa de Macron de que quem destruísse bens teria de pagar, e deu destaque às acusações de que o governo tinha gerido mal e subestimado os protestos, ao mesmo tempo que apresentou a refutação de Mélenchon, segundo a qual as acusações visavam enfraquecer a sua campanha. A cobertura da NBC News disponível nas reportagens consiste apenas no seu título sobre a agitação nacional violenta e numa lista de vídeos sobre recolhes obrigatórios, sem um relato detalhado.

Centro

A CNBC, a Deutsche Welle e a France 24 enquadraram a história em torno da resposta do governo, da admissão por Macron de falhas de antecipação e de informação, da oferta de demissão de Nuñez e da sua recusa, e dos totais de detidos e feridos, apresentando as queixas sobre o custo de vida e a educação como pano de fundo dos protestos.

Direita

O Breitbart abriu com a acusação do governo à extrema-esquerda e deu pormenores extensos sobre os danos materiais, incluindo o incêndio da câmara municipal de Limoges, o gabinete de turismo de Lyon e os saques em Nantes, enquanto citou Le Pen e Lecornu sobre a responsabilidade da extrema-esquerda e a proposta de que os vândalos paguem. A cobertura da Fox News disponível nas reportagens limita-se ao seu título, que dizia que Macron alertou que a agitação estava a ser explorada, e o The Washington Times abriu com o número de detenções, 1800, e com o discurso planeado de Macron.

Fontes

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5
  6. 6
  7. 7
  8. 8

Escrito por IA apenas a partir das reportagens listadas abaixo. Palavras carregadas são removidas, cada afirmação é atribuída a quem a fez e cada fato tem link para os veículos que o publicam. Se algo parecer errado, confira as fontes e nos avise.