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Blanche defende processo do Departamento de Justiça sobre certificação de eleição ao Senado no Alasca

O procurador-geral Todd Blanche afirmou neste domingo que a ação do Departamento de Justiça responde à confusão de eleitores com dois candidatos chamados Dan Sullivan, enquanto críticos acusam o governo de tentar impedir uma vitória democrata.

Both News · Escrito por IA com base nas fontes citadas

Escrito a partir de 8 reportagens de veículos de todo o espectro

Atualizado:

O procurador-geral Todd Blanche (Todd Blanche) defendeu neste domingo o processo do Departamento de Justiça sobre a disputa para o Senado no Alasca, dizendo em entrevistas a programas matinais de televisão que o caso responde a preocupações de que dois candidatos chamados Dan Sullivan possam confundir os eleitores.1,4,5,8

O departamento apresentou a ação em 22 de outubro no tribunal distrital dos Estados Unidos no Alasca, menos de duas semanas antes das eleições de meio de mandato marcadas para 3 de novembro. O processo pede que o tribunal declare a certificação da disputa "ilegal" e que impeça o estado de "permitir que tal certificação ocorra". O departamento argumenta que a medida é necessária "para proteger a integridade" da eleição e que qualquer resultado seria "contaminado pela inclusão na cédula de Daniel J Sullivan".1

A disputa está entre as mais acirradas para o Senado no país. O senador Dan S Sullivan, republicano que ocupa o cargo, tenta defender sua cadeira contra Mary Peltola, democrata e ex-representante dos Estados Unidos. Dan J Sullivan, ex-funcionário do Serviço Florestal, também disputa a vaga, e ambos os Sullivan concorrem como republicanos. Quatro candidatos chegaram à etapa final após as primárias do Alasca, em agosto.1

A decisão do segundo Sullivan de concorrer levantou preocupações de que ele seja um candidato "spoiler", ou seja, alguém cuja presença na cédula visa desviar votos do ocupante do cargo. Ele negou qualquer intenção desse tipo e classificou as acusações como "totalmente falsas". Em carta enviada ao vice-governador do Alasca antes das primárias, escreveu: "Não sou um democrata registrado e não tive nenhuma conversa com a campanha de Peltola sobre minha candidatura". Acrescentou que "o senador Sullivan tem falhado rotineiramente com o povo do Alasca, que merece um representante melhor".1

O processo gerou críticas de ambos os partidos, e muitos acusam o governo do presidente Donald Trump de preparar o terreno para barrar uma vitória democrata na disputa. O próprio Trump afirmou ter autorizado a ação. "Fui eu quem disse para fazer", declarou a repórteres na sexta-feira.1

Blanche, que chefia o Departamento de Justiça e foi advogado pessoal de Trump, participou neste domingo do programa State of the Union, da CNN, e do Face the Nation, da CBS. Em ambas as aparições, foi confrontado com perguntas contundentes sobre a legalidade dos esforços do departamento e, em alguns momentos, respondeu com evidente frustração. Ao apresentadora da CNN Dana Bash, perguntou: "Por que isso é controverso?". Ele também acusou um dos candidatos ao Senado de tentar deliberadamente confundir os eleitores, mas os relatos não dizem a qual candidato ele se referia.1

"Está errado", disse Blanche à CNN. "Deixando de lado se vamos vencer ou perder nos tribunais, deixando de lado o que a Suprema Corte do Alasca fez, em nosso sistema não deveríamos ter um candidato que precise se preocupar com outro candidato na cédula por nenhum outro motivo além de confundir os eleitores", afirmou.1

No Face the Nation, Blanche acusou a apresentadora, Margaret Brennan, de fazer uma descrição "enganosa" da disputa, na qual dois candidatos com nomes semelhantes aparecerão na cédula. Brennan havia dito que o Departamento de Justiça processou o Alasca "preventivamente para bloquear a certificação dos resultados".4

Na entrevista à CNN, Bash sugeriu que o presidente pode estar preparando o terreno para um cenário em que tentaria anular uma eleição, e mencionou a possibilidade de um resultado semelhante à invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021. Blanche a interrompeu: "Ah, você precisa parar com isso. Você não está sendo uma pessoa real. Qual é, cara". Bash respondeu: "Por que você está gritando comigo?". Blanche argumentou que o governo estava respondendo a alegações de confusão de eleitores no Alasca, e não se preparando para contestar resultados eleitorais em todo o país. "Isso é loucura", disse. Bash retrucou: "Não é loucura".5

Os relatos divergem sobre como Blanche tratou a afirmação de Trump de que ordenou a ação. A Al Jazeera informou que Blanche negou qualquer irregularidade na declaração do presidente, enquanto uma manchete do Washington Examiner disse que Blanche se recusou a dizer se Trump o instruiu a apresentar o processo. Blanche insistiu que "o presidente Trump não está tentando assumir uma eleição estadual de forma alguma".1,2,6

A Suprema Corte do Alasca decidiu em junho que ambos os Sullivan podem concorrer ao Senado, e a Divisão de Eleições do estado tomou medidas para reduzir a confusão dos eleitores. A cédula de 3 de novembro listará Dan S Sullivan como ocupante do cargo e como "republicano registrado". Dan J Sullivan terá o sufixo "Jr" acrescentado ao nome, e o campo de filiação partidária ficará em branco, embora ele se identifique como republicano.1

Pela Constituição dos Estados Unidos, apenas os estados têm poder para administrar eleições, embora o Congresso tenha o direito de aprovar regras sobre votos federais. É altamente incomum que um governo federal interfira na certificação de eleições estaduais, e especialistas dizem que tal medida provavelmente seria considerada ilegal.1

Os relatos não incluem respostas das campanhas de Dan S Sullivan ou de Peltola, nem de autoridades estaduais do Alasca. Os eleitores do Alasca vão às urnas em 3 de novembro.1

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Como cada lado contou

Esquerda

Veículos de tendência de esquerda, como a NPR e a MS NOW, deram destaque ao possível efeito do processo sobre o resultado ou à sua legalidade. A manchete da NPR afirmava que ele bloquearia os resultados do Senado no Alasca caso um republicano perca, e a da MS NOW associava a expressão citada "Pode ser crime" à afirmação de que Blanche "redobra a aposta" no processo, seguida de sua insistência de que Trump não tenta assumir uma eleição estadual.

Centro

Veículos de tendência de centro, como a Al Jazeera, The Hill e CNBC, abriram com a defesa do processo por Blanche. The Hill destacou sua acusação de que a apresentadora da CBS deu uma descrição enganosa, a CNBC colocou o elemento de ordem de Trump em sua manchete, e a Al Jazeera acrescentou a formação dos candidatos, a negativa de Dan J Sullivan sobre intenção de atrapalhar a campanha e as críticas bipartidárias ao processo.

Direita

Veículos de tendência de direita destacaram pontos diferentes. O Washington Examiner deu como manchete que Blanche se recusou a dizer se Trump ordenou o processo, o Daily Caller abriu com a troca acalorada com Dana Bash sob a manchete "Ah, pare com isso!" e com a comparação com 6 de janeiro, e o Washington Times enquadrou o caso em torno de saber se os eleitores do Alasca estão confusos com dois Dan Sullivan.

Fontes

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5
  6. 6
  7. 7
  8. 8

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