Administração Trump tenta novamente processar o ex-diretor do FBI James Comey
Trump administration attempting to prosecute former FBI Director James Comey again
A administração Trump tenta processar James Comey por aquilo que chama de uma fuga de informações classificadas ocorrida há uma década. Os advogados de Comey rejeitaram imediatamente a iniciativa, considerando-a inválida e fora do prazo legal.
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Inclinação política
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Equilíbrio da cobertura
O quão completa e imparcial é a cobertura, independentemente do lado.
Esta é uma reportagem da AP em grande parte atribuída que pende levemente em favor de Comey: as próprias frases da AP ('Trump retribution campaign' (campanha de retaliação de Trump), 'unmistakable escalation' (escalada inequívoca)) apresentam motivação e julgamento como fato, enquanto o Departamento de Justiça recebe uma única declaração não explicada. Seu histórico e as petições dos promotores e da defesa são úteis, mas a história contém um erro de data (a data de protocolo de 2016 conflita com a própria linha de '10 anos') e a questão do prazo prescricional continua sem solução, pendente perante um juiz; por isso, os leitores devem consultar análises jurídicas de especialistas independentes antes de decidir quem tem razão.
- Por que esta tendência
- As fontes atribuídas e o histórico factual estão aproximadamente equilibrados, mas os adjetivos da própria AP pendem contra a administração. 'Trump retribution campaign' (campanha de retaliação de Trump) e 'an unmistakable escalation in the administration's targeting of Comey' (uma escalada inequívoca na perseguição da administração a Comey) apresentam motivação e julgamento como fatos. O lado de Comey recebe cerca de cinco declarações atribuídas, enquanto o DOJ recebe uma declaração de porta-voz que recusa comentar mais. As linhas finais relatam os insultos de Trump ('untruthful slime ball' (canalha mentiroso)) sem nenhuma declaração de Trump sobre este caso, o que dá à reportagem uma leve inclinação antitrump. Trata-se de um viés leve a claramente de esquerda, não de um editorial partidário.
- Enquadramento
- Contada em grande parte do ponto de vista de Comey e de seus advogados, trata a questão central como saber se o Departamento de Justiça está perseguindo um crítico de Trump por meio de um procedimento juridicamente duvidoso.
Principais conclusões
- 1As fontes pendem para Comey: seu pronunciamento em vídeo, a declaração e a petição de seu advogado e as citações 'Comey's lawyers said' (os advogados de Comey disseram) somam cerca de cinco declarações atribuídas, enquanto o DOJ recebe uma declaração de porta-voz que termina com 'we will not comment further.' (não vamos comentar mais).
- 2As próprias palavras da AP trazem os julgamentos mais carregados da reportagem: 'The cases are part of a Trump retribution campaign that has even extended to Comey's daughter' (Os casos fazem parte de uma campanha de retaliação de Trump que chegou até a filha de Comey) e 'an unmistakable escalation in the administration's targeting of Comey' (uma escalada inequívoca na perseguição da administração a Comey). São conclusões que a reportagem não atribui a nenhuma fonte.
- 3Ponto forte: a alegação central é claramente atribuída ao Departamento de Justiça e à petição dos promotores desselada, e a linha de apoio mantém a alegação de vazamento com ressalvas ('what it calls a decade-old leak' (o que chama de vazamento de uma década)).
- 4Histórico equilibrado: o memorando de Durham que não recomendou acusações e a investigação encerrada do Tropical Vortex estão incluídos, o que dá aos leitores o histórico que vai contra a nova petição do governo; além disso, a alegação de Trump de 'treason' (traição) e a réplica de Comey, 'dumb lies' (mentiras estúpidas), aparecem lado a lado.
- 5Inconsistência factual: a reportagem diz que a informação criminal 'was filed under seal on Oct. 6, 2016, 10 years after the story was published' (foi protocolada sob sigilo em 6 de outubro de 2016, 10 anos depois da publicação da reportagem), mas a história em si é de outubro de 2016; portanto, a data de protocolo é quase certamente 2026 e o texto contém um erro.
- 6Ceticismo sem fonte: 'some legal experts have greeted with skepticism' (alguns especialistas jurídicos receberam com ceticismo) refere-se ao caso separado '86 47' sem nomear ninguém, de modo que o leitor não consegue julgar a competência nem a posição dos especialistas.
Quem tem voz
- James ComeyEx-diretor do FBI e alvo da nova petição; citado em pronunciamento em vídeoComey e críticos da administraçãoVoz principal
- Patrick FitzgeraldAdvogado de Comey; emitiu declarações e citou a petição judicialDefesa de ComeyVoz principal
- Justice Department spokesperson (unnamed)Apresentou a explicação do departamento para a informação criminal e depois recusou-se a comentar maisDepartamento de Justiça / administraçãoVoz secundária
- Prosecutors (unsealed filing)Suposto autor de 'illegally transferred classified information' (transferiu ilegalmente informações classificadas) no episódio de 2016Acusação do governoVoz secundária
- Donald TrumpCitado a partir de declarações passadas (pedindo acusações de 'treason' (traição) e chamando-o de 'untruthful slime ball' (canalha mentiroso)); sem comentário sobre este casoAdministração Trump / TrumpVoz secundária
- John DurhamEx-promotor especial que recomendou não apresentar acusações em um memorando de dezembro de 2018; citado por meio da petição dos advogados de ComeyInvestigação anterior que não apresentou acusaçõesVoz secundária
- Unnamed legal expertsDescrito como cético em relação à denúncia separada '86 47'; sem nomes nem citaçõesNão especificadaVoz secundária
Linguagem carregada
Apresenta uma motivação como fato estabelecido na própria voz da AP, sem atribuí-la a nenhuma fonte.
Rotula as ações do departamento como políticas sem fonte; o qualificativo é um julgamento editorial.
'Targeting' (mira/perseguição) implica perseguição deliberada, uma conclusão que a reportagem não atribui a uma fonte nomeada.
'Foe' (inimigo) é mais hostil do que 'critic' (crítico) e enquadra Comey como inimigo, não como crítico público.
Análise por dimensão
Cerca de cinco declarações atribuídas vêm de Comey ou de seus advogados, contra uma declaração de porta-voz do DOJ. Trump aparece apenas por meio de declarações passadas, e os 'legal experts' (especialistas jurídicos) não são identificados.
Expressões editoriais como 'Trump retribution campaign' (campanha de retaliação de Trump), 'unmistakable escalation' (escalada inequívoca) e 'foe of President Donald Trump' (inimigo do presidente Donald Trump) aparecem na voz da AP sem atribuição, embora a maior parte da linguagem citada seja atribuída.
A reportagem tem poucos números, mas fornece datas e uma sequência processual clara, com a maioria das afirmações atribuída a um documento judicial, ao DOJ ou aos advogados de Comey. O trecho 'some legal experts have greeted with skepticism' (alguns especialistas jurídicos receberam com ceticismo) não tem fonte, e a data de protocolo é internamente inconsistente.
A argumentação jurídica do DOJ é reduzida a uma frase ('a widely recognized practice... approved by multiple Circuit Courts' (uma prática amplamente reconhecida... aprovada por vários Tribunais de Apelação)), e não há nenhum especialista jurídico nomeado nem resposta da Casa Branca, de modo que o lado do governo está pouco representado.
A manchete ('attempting to prosecute... again' (tentando processar... novamente)) corresponde ao corpo, que relata a petição do DOJ e a contestação de Comey. A expressão 'what it calls' (o que chama de) na linha de apoio mantém corretamente atribuída a alegação de vazamento.
São oferecidos antecedentes úteis sobre o caso de 2020, o memorando de Durham, o encerramento do Tropical Vortex e a decisão sobre Maurene Comey. A reportagem não explica por que o limite de 10 anos e o procedimento de informação importam juridicamente, nem qual resultado cada lado busca, além das posições declaradas pelas duas partes.
Perspectivas ausentes
- Estudiosos independentes do direito sobre se uma informação criminal pode suspender o prazo prescricional de 10 anos, que é o cerne da disputa. Especialistas nomeados de ambos os lados permitiriam aos leitores testar a afirmação do DOJ de que a prática é 'widely recognized' (amplamente reconhecida) e aprovada por vários tribunais de apelação.
- Uma explicação mais completa do Departamento de Justiça: o DOJ deu uma única frase e recusou-se a comentar mais, de modo que o raciocínio sobre por que os resultados de Durham e do Tropical Vortex não impedem novas acusações está ausente.
- Resposta da Casa Branca ou de Trump a esta petição específica: Trump é citado apenas em declarações passadas, de modo que a visão da administração sobre o novo caso está ausente.
- Qualquer visão judicial sobre a moção pendente: a reportagem informa que o pedido de arquivamento está pendente, mas não dá contexto sobre como os tribunais trataram informações semelhantes nem sobre o arquivamento anterior do caso de 2020, além de uma frase.
Trechos destacados
“The cases are part of a Trump retribution campaign that has even extended to Comey's daughter”Os casos fazem parte de uma campanha de retaliação de Trump que chegou mesmo à filha de Comey
“an unmistakable escalation in the administration's targeting of Comey”uma escalada inequívoca no alvo da administração contra Comey
“some legal experts have greeted with skepticism”que alguns peritos jurídicos têm recebido com ceticismo
“This is an ongoing criminal investigation, and we will not comment further”Trata-se de uma investigação criminal em curso, pelo que não comentaremos mais
Fatos-chave
- Segundo o Departamento de Justiça, ele protocolou uma 'criminal information' (informação criminal) para estender o prazo prescricional, o que pode ser feito sem aprovação de um juiz nem conclusão de um grande júri sobre causa provável.
- Segundo os advogados de Comey, o prazo prescricional de 10 anos 'explicitly demands an indictment,' (exige explicitamente uma denúncia), de modo que uma informação não basta; pediram a um juiz que arquive o caso, e esse pedido ainda está pendente.
- Segundo a petição dos promotores recém-desselada, investigadores encontraram provas de que Comey 'sought to correct misinformation' (buscou corrigir desinformação) e orientou funcionários a falar com um jornalista do New York Times, 'thereby illegally transferred classified information.' (transferindo assim ilegalmente informações classificadas).
- A reportagem do New York Times de outubro de 2016 tratava de uma ordem secreta do Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira (Foreign Intelligence Surveillance Court) que exigia que a Yahoo escaneasse e-mails, e citava dois funcionários anônimos.
- Segundo a petição judicial dos advogados de Comey, Durham redigiu um memorando classificado em dezembro de 2018 recomendando que não se apresentassem acusações criminais relacionadas à divulgação.
- A reportagem afirma que uma segunda investigação, com o codinome 'Tropical Vortex' (Tropical Vortex), foi aberta em janeiro de 2019 e encerrada sem acusações em fevereiro de 2020.
- Um caso federal de 2020 contra Comey, que o acusava de mentir ao Congresso, foi arquivado por um juiz que concluiu que o promotor havia sido nomeado ilegalmente; um caso separado pendente o acusa de ameaçar Trump por meio de uma foto de concha do mar.