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Departamento de Justiça (Justice Department) abre terceiro processo criminal contra o ex-diretor do FBI James Comey

Procuradores acusam Comey de orientar um subordinado a compartilhar informações de defesa nacional com um repórter em 2016, e seus advogados argumentam que o prazo prescricional já expirou.

Both News · Escrito por IA com base nas fontes citadas

Escrito a partir de 8 reportagens de veículos de todo o espectro

Atualizado:

Procuradores federais apresentaram nesta segunda-feira acusações de duas infrações relacionadas a informações de defesa nacional contra o ex-diretor do FBI James Comey, abrindo um terceiro processo criminal contra ele pelo governo Trump por uma suposta divulgação a um repórter em 2016.3,5,7,6

As acusações foram apresentadas no tribunal federal de Washington, D.C. Elas acusam Comey de transmitir informações de defesa nacional e de conspirar para fazê-lo. Os procuradores alegam que Comey, por meio de um ou mais cúmplices, orientou uma pessoa não identificada, chamada no documento de "Indivíduo nº 1", a divulgar as informações a um repórter de uma publicação nacional. A conduta supostamente ocorreu em 4 e 5 de outubro de 2016, em torno de um artigo do The New York Times publicado em 5 de outubro pelo repórter Charlie Savage.5,3,6

Os procuradores afirmam que Comey tentava corrigir uma reportagem da Reuters publicada no dia anterior. O procurador-assistente especial dos EUA Dustin Farahnak escreveu em um documento, segundo citação da NBC News, que "A investigação dos Estados Unidos encontrou evidências de que o ex-diretor do FBI, James B. Comey, buscou corrigir informações equivocadas que apareceram na imprensa por meio da Reuters no dia anterior." O documento alega que Comey orientou funcionários a falar com Savage sobre preocupações com a precisão do artigo da Reuters, e que isso transferiu ilegalmente informações classificadas.5,7

Os procuradores abriram o caso como uma informação criminal, documento que, diferentemente de uma acusação formal, não exige aprovação de um grande júri ou de um juiz. Segundo os procuradores, o documento permite estender o prazo prescricional, que determina por quanto tempo as autoridades têm para apresentar acusações criminais.7,3,5

As versões divergem sobre quando o caso se tornou público. O New York Post informou que o caso foi apresentado sob sigilo em 5 de outubro e tornado público depois que os advogados de Comey pediram seu desbloqueio. O The Guardian descreveu o governo como tendo acusado Comey nesta segunda-feira, enquanto a DW disse que o Departamento de Justiça apresentou o documento no início de outubro, pouco antes do prazo de dez anos.5,3,7

O advogado de Comey, Patrick Fitzgerald, disse que as acusações se referem a um artigo do New York Times de 5 de outubro de 2016 que os procuradores já haviam investigado. Em comunicado, Fitzgerald afirmou: "Dez anos após a publicação do artigo, o governo apresentou uma 'informação' contra o Sr. Comey que não foi aprovada por um juiz nem emitida por um grande júri. Ela pretende acusar o Sr. Comey de crimes que ele não cometeu." Fitzgerald também citou as duas investigações anteriores. "Nas duas vezes, o governo determinou que não deveriam ser apresentadas acusações contra ninguém", disse ele.3,7

Em um pedido judicial divulgado nesta segunda-feira, os advogados de Comey argumentam que a acusação deve ser arquivada porque o prazo prescricional expirou e o caso foi investigado duas vezes sem acusações. Eles também sustentam que a lei exigia uma acusação formal, e não uma informação, dentro do prazo de dez anos. As autoridades federais começaram a examinar a divulgação em 2017, e os advogados de Comey dizem que o procurador John Durham recomendou contra acusações criminais em dezembro de 2018. Uma segunda investigação, aberta em 2019 sob o codinome "Tropical Vortex", foi encerrada sem acusações em fevereiro de 2020. Uma decisão sobre o pedido de arquivamento está pendente.3,7

Comey respondeu em um vídeo publicado em seu Substack. "Bem, eles voltaram, de novo", disse ele. "Seria quase engraçado se não fosse um abuso tão chocante do Departamento de Justiça, ao qual não podemos nos acostumar." Ele acrescentou: "Nada mudou comigo. Continuo inocente, continuo sem medo dessas pessoas e continuo acreditando no judiciário independente."5,3

Este é o terceiro processo criminal contra Comey desde que Trump voltou à Casa Branca (White House) em janeiro de 2025. Em setembro de 2025, ele foi acusado de prestar falsas declarações ao Congresso (Congress) e de obstruir um processo do Congresso. O caso foi arquivado depois que um juiz concluiu que Lindsey Halligan, então procuradora dos EUA para o Distrito Leste da Virgínia (Eastern District of Virginia), havia sido nomeada ilegalmente. Em abril de 2026, Comey foi indiciado novamente por uma publicação no Instagram de maio de 2025 com conchas dispostas para formar "8647". O Departamento de Justiça argumentou que os números eram uma ameaça contra Trump. Comey negou ter ameaçado a vida de Trump e pediu o arquivamento desse caso.5,7

No mesmo dia, um juiz federal dos Estados Unidos decidiu que Maurene Comey, filha do ex-diretor do FBI, foi demitida ilegalmente do escritório do procurador dos EUA para o Distrito Sul de Nova York (Southern District of New York) no ano passado. O juiz ordenou que o governo Trump a readmitisse e lhe pagasse os salários atrasados.5

Trump demitiu Comey em maio de 2017, enquanto o FBI investigava a interferência da Rússia (Russia) na eleição presidencial de 2016 e possíveis ligações com a campanha de Trump. A investigação foi depois assumida pelo promotor especial Robert Mueller, que concluiu que a Rússia havia interferido na eleição, mas que não havia provas suficientes de coordenação criminosa entre Moscou (Moscow) e a campanha de Trump. Trump acusou Comey repetidamente de traição, enquanto Comey comparou o presidente a um chefe da máfia em suas memórias de 2018.7,3

Um porta-voz do Departamento de Justiça disse ao New York Post que o departamento "apresentou uma informação criminal sem renúncia para interromper o prazo prescricional relativo às alegações contra o ex-diretor do FBI Comey." O porta-voz acrescentou: "Apresentar uma informação criminal para interromper o prazo prescricional é uma prática amplamente reconhecida nos tribunais federais e foi aprovada por vários tribunais federais de apelação (Circuit Courts of Appeals)." Ele concluiu: "Esta é uma investigação criminal em andamento, e não comentaremos mais."5

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Como cada lado contou

Esquerda

O relatório da NPR disponível para esta redação trazia apenas um título, enquanto o The Guardian abriu com a contagem de "terceira vez", chamou Comey de um dos "inimigos mais detestados" de Donald Trump e destacou a declaração de Fitzgerald de que as acusações não foram aprovadas por um grande júri. A chamada da MSNBC enfatizou a acusação de divulgação ilegal feita pelos procuradores.

Centro

A DW abriu com a "terceira tentativa" de processar Comey e com o artigo do Times de outubro de 2016, deu espaço à disputa sobre o prazo prescricional, às investigações anteriores encerradas e às negações de Comey, enquanto o relatório da PBS NewsHour disponível para esta redação continha apenas conteúdo de emissora e navegação.

Direita

O New York Post abriu com as acusações e o documento dos procuradores, citou em detalhes o vídeo de Comey e um porta-voz do Departamento de Justiça, e registrou a decisão do mesmo dia sobre sua filha Maurene Comey. O título do Daily Signal enquadrou o caso como "Third Time: DOJ Charges Comey With National Defense Leak", e o texto disponível do Washington Times continha apenas navegação do site.

Fontes

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5
  6. 6
  7. 7
  8. 8

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