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Putin concorda em princípio em retomar negociações trilaterais entre Rússia (Russia), Ucrânia (Ukraine) e EUA (U.S.) após 10 de novembro

Um assessor do Kremlin disse que Putin concordou em retomar negociações trilaterais sobre o fim da guerra na Ucrânia após se reunir com o enviado americano Steve Witkoff, enquanto Kiev (Kyiv) insistiu que deve participar de qualquer acordo.

quarta-feira, 21 de outubroEscrito a partir de 5 reportagens de veículos de todo o espectro

O presidente russo Vladimir Putin concordou na quarta-feira, em princípio, em retomar as negociações trilaterais entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos para pôr fim à guerra na Ucrânia, disse um assessor do Kremlin após Putin se reunir com o enviado americano Steve Witkoff em São Petersburgo (St. Petersburg).1,3,5

Yuri Ushakov, conselheiro de política externa de Putin, disse a jornalistas após a reunião que o líder russo havia concordado "em princípio" em retomar as negociações trilaterais após 10 de novembro. A data foi o cronograma mais específico já dado para as negociações, que estão paralisadas em meio a semanas de atrito entre Kiev e Washington.1

Witkoff apresentou a Putin uma proposta atualizada para encerrar a guerra durante o encontro no Palácio Constantino (Constantine Palace). Segundo a Axios, ele pediu ao líder russo que "considere retomar as negociações trilaterais envolvendo Ucrânia, Rússia e Estados Unidos, nas quais poderíamos discutir os próximos passos para alcançar um acordo". Witkoff disse que as negociações poderiam incluir grupos técnicos de especialistas e acrescentou: "Trouxemos vários documentos que delineiam abordagens para alcançar uma solução pacífica para o conflito entre ucranianos e russos."3,5

O encontro também trouxe a libertação de Stephen Hubbard, cidadão americano que passou mais de quatro anos sob custódia russa. Putin anunciou a libertação no início da reunião, dizendo a Witkoff: "Ele está no Aeroporto de Pulkovo (Pulkovo Airport)", informou a Axios, citando a troca diante das câmeras. A Axios disse que Hubbard, de 74 anos, havia sido capturado por tropas russas no leste da Ucrânia em abril de 2022.1,3

O presidente Donald Trump disse no Truth Social que Hubbard estava "a caminho de casa e logo estará com sua família". Ele escreveu que "Os Estados Unidos, por respeito ao presidente Trump, não foram obrigados a dar nada em troca - uma situação sem precedentes para a Rússia. Não foi necessária nenhuma 'troca' para essa libertação." A CBS News informou que Trump também disse que a libertação não teria acontecido se os EUA não tivessem impedido que novas sanções contra Moscou entrassem em vigor na semana anterior.3,5

Witkoff chegou à Rússia após um dia de conversas em Oslo, Noruega (Norway), com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, os líderes da Noruega e da Finlândia (Finland), e representantes da França (France), da Grã-Bretanha (Britain), da Alemanha (Germany), da Polônia (Poland), da União Europeia (European Union) e da OTAN (NATO). Essas discussões se concentraram na elaboração de uma proposta unificada para um "acordo-quadro" para encerrar a guerra. Witkoff disse a Putin: "Acredito que as conversas [em Oslo] foram produtivas, e gostaria de dizer que há progresso, e vou atualizá-lo sobre isso."3

O secretário de Estado Marco Rubio disse a jornalistas, em uma viagem separada, que Witkoff teve conversas "positivas" com Zelensky em Oslo e que compartilharia as ideias discutidas com o lado russo em uma tentativa de "avançar um pouco". Zelensky havia dito na terça-feira que o próximo passo deveria ser um encontro trilateral entre ele, Putin e Trump, formato que a Rússia rejeitou até agora, segundo a Axios.3,5

A posição pública do Kremlin foi mais cautelosa. Autoridades russas disseram que o progresso rumo a uma resolução negociada era "teoricamente possível", mas que qualquer avanço exigiria que os líderes ucranianos tomassem "decisões necessárias", segundo a mídia estatal russa. Se a Ucrânia não o fizesse, a situação para o país "será pior", disseram as autoridades, segundo a agência estatal TASS. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que Moscou estudaria as propostas trazidas por Witkoff, mas que as negociações levariam muito tempo.5

A CBS News informou que um vídeo do início do encontro mostrou Witkoff dizendo que esperava discutir a retomada das negociações trilaterais, mas que o Kremlin não indicou nenhuma nova disposição para se engajar. Autoridades russas haviam dito antes do encontro que a posição e as exigências de Moscou não tinham mudado. Esse relato difere da descrição de Ushakov sobre Putin concordando em princípio com as negociações.1,5

A Axios informou que Putin também disse a Witkoff que queria discutir um possível encontro com Trump na China em meados de novembro, e que desejava falar sobre uma possível mediação russa entre os Estados Unidos e o Irã (Iran). A mídia estatal disse que autoridades russas afirmaram a Witkoff que um encontro entre Trump, Putin e o presidente chinês Xi Jinping era "possível". Autoridades ucranianas resistiram a essa ideia, informou a CBS News, porque isso as deixaria de fora das negociações sobre o destino de seu país.3,5

Zelensky disse à Fox News que encontros trilaterais entre ele, Trump e Putin eram a melhor forma de resolver o conflito, e que não aceitaria uma solução elaborada pela China, pela Rússia e pelos EUA. "Não falem sobre nós sem nós", disse ele. Ele também afirmou que qualquer fim negociado para a guerra precisaria da aprovação do parlamento ucraniano.5

A diplomacia segue um período de tensão. A CBS News informou que Trump havia criticado Zelensky pelos ataques da Ucrânia à infraestrutura de petróleo russa, ataques que a Ucrânia tem mantido em resposta a ataques russos contra instalações de energia e locais civis. Trump anunciou um "cessar-fogo energético" no início do mês, mas nem a Ucrânia nem a Rússia confirmaram ter concordado com uma trégua. Trump também anunciou um acordo com Moscou em 10 de outubro para que a Rússia liberasse milhões de toneladas de diesel ao longo de vários meses, o que Zelensky chamou de sinal de "fraqueza". A Axios descreveu a esperança da Casa Branca de que Putin demonstrasse mais disposição para fazer concessões depois que Trump concordou em suspender sanções sobre as vendas de diesel russo, enquanto a CBS descreveu o acordo como uma decisão de a Rússia liberar diesel. A mídia estatal russa disse que o primeiro carregamento havia sido despachado para os EUA na quarta-feira.3,5

Zelensky agradeceu a Washington por restabelecer o compartilhamento de inteligência dos EUA sobre ataques com mísseis russos, embora tenha dito à Fox que o acesso a dados da rede de satélites Starshield permanecia "limitado" na Ucrânia. Ele disse que Rubio estava trabalhando nisso e esperava que o acesso total fosse restabelecido. O primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, disse que Witkoff planejava voltar a Oslo para mais consultas com autoridades europeias após sua visita à Rússia. "Acho que podemos ter entrado em uma fase em que os russos também estão buscando oportunidades para a diplomacia", disse Støre à emissora norueguesa NRK.5

Zelensky permaneceu em Oslo na quarta-feira e disse que "muito depende de o lado americano conseguir ouvir algo novo da Rússia hoje".5

Como cada lado contou

Centro

PBS, Axios e CBS News deram destaque ao acordo de Putin para retomar as negociações e à libertação de Hubbard, com a PBS e a Associated Press centrando o relato do assessor do Kremlin, a Axios focando na proposta de Witkoff e no que Putin disse na reunião, e a CBS dando mais espaço às condições do Kremlin, às objeções da Ucrânia a um encontro Trump-Putin-Xi e ao atrito anterior entre Kiev e Washington.

Direita

O New York Post destacou o acordo de Putin em sua manchete, informando que ele havia concordado com negociações trilaterais entre Ucrânia e EUA para encerrar a guerra, enquanto o Washington Times enquadrou sua manchete em torno do encontro de Witkoff com Putin para as negociações sobre a Ucrânia; apenas as manchetes desses dois veículos estavam disponíveis para esta história.

Fontes

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  3. 3
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Escrito por IA apenas a partir das reportagens listadas abaixo. Palavras carregadas são removidas, cada afirmação é atribuída a quem a fez e cada fato tem link para os veículos que o publicam. Se algo parecer errado, confira as fontes e nos avise.

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