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Talarico e Paxton em disputa acirrada no Texas por vaga no Senado antes da votação de 3 de novembro

O democrata James Talarico mantém uma estreita vantagem nas pesquisas sobre o republicano Ken Paxton na disputa ao Senado mais cara do país, com o controle do Senado e a participação eleitoral no Texas em jogo.

Both News · Escrito por IA com base nas fontes citadas

Escrito a partir de 8 reportagens de veículos de todo o espectro

Atualizado:

O democrata James Talarico e o procurador-geral republicano Ken Paxton estão empatados na disputa pelo Senado dos EUA (U.S. Senate) no Texas a poucos dias da eleição de 3 de novembro.1,7

O resultado pode ajudar a decidir o controle do Senado dos EUA em um mapa nacional muito disputado, e os dois partidos dizem que o desfecho vai moldar a política muito além de terça-feira. Nenhum democrata vence uma eleição estadual no Texas desde que Talarico estava no jardim de infância, e o New York Post observou que nenhum democrata é eleito para o Senado pelo Texas desde Lloyd Bentsen, em 1988.1,5

É a disputa ao Senado mais cara do país. Grupos republicanos nacionais financiados quase integralmente por Elon Musk despejaram mais de 272 milhões de dólares na disputa, e as campanhas e os grupos externos gastaram juntos 408 milhões de dólares em publicidade desde as primárias, segundo levantamento do Texas Tribune. Talarico arrecadou mais dinheiro do que qualquer outro candidato ao Senado no país, com a ajuda de gastos externos que faltaram a democratas estaduais anteriores, e associou o que chama de economia arruinada à influência política de bilionários e empresas, chamando Paxton de "encarnação" disso. Paxton alertou a base republicana de que uma derrota sua entregaria o Texas e sua identidade conservadora à esquerda radical.1

Apesar dos gastos e da campanha de última hora do presidente Donald Trump e do vice-presidente JD Vance, que lideraram seis eventos no Texas desde o Dia do Trabalho (Labor Day), Talarico manteve uma pequena vantagem nas pesquisas que o Tribune classificou como uma posição inédita a esta altura para um democrata estadual no Texas. A CBS News também noticiou uma nova pesquisa que mostra Talarico à frente de Paxton. Paxton é o único candidato republicano ao Senado em estado decisivo menos popular do que Trump em seu próprio estado, segundo o Cook Political Report, enquanto a popularidade de Talarico caiu após ataques intensos, mas sua média nas pesquisas se manteve.1,4,8

Mais de 6,8 milhões de eleitores votaram nos primeiros 11 dias do período de 12 dias de votação antecipada, superando em mais de 40% o total do mesmo ponto em 2022, segundo totais do Gabinete do Secretário de Estado do Texas (Texas Secretary of State's Office). Os republicanos disseram, em público e em privado, que estavam preocupados com o comparecimento. "O Texas está dolorosamente acirrado", disse o senador Ted Cruz em seu programa na sexta-feira. "Podemos perder todas as disputas estaduais no Texas. É assim que esses números estão apertados." Cruz também alertou que os republicanos podem perder até oito cadeiras no Senado em todo o país e ser varridos no Texas se o dia 3 de novembro for ruim para o partido. "Vocês precisam estar assustados e precisam estar preocupados — a votação antecipada não está a nosso favor", disse na quinta-feira o controlador do Texas Don Huffines, que concorre a um mandato completo.1,7

Paxton e seus aliados gastaram cerca de 58 milhões de dólares em publicidade sobre políticas transgênero envolvendo menores. Em 2021, durante uma audiência sobre um projeto que limitava os estudantes a equipes esportivas escolares correspondentes ao sexo atribuído no nascimento, Talarico defendeu que "há seis sexos biológicos muito comuns". Ele se retratou no mês passado na Fox News. Os anúncios mantiveram essas declarações em ampla circulação, junto com correspondências incluindo o que a MSNBC descreveu como um falso "guia de recursos" transgênero enviado a crianças em idade escolar, que as duas campanhas negaram ter enviado. Os republicanos gastaram cerca de 183 milhões de dólares em todo o país em publicidade semelhante.3

A publicidade repercutiu entre alguns republicanos indecisos dos subúrbios de Fort Worth entrevistados em grupos focais. "Sinceramente, não me importa quem enviou. Só não quero essas informações na minha casa", disse Ashley, mãe republicana de quatro filhos, referindo-se ao folheto. Ela disse que jamais consideraria votar em Talarico, que frequentou o seminário e fala abertamente sobre sua fé. "Só porque você frequentou o seminário não significa que tenha valores cristãos", disse ela. "Se você apoia LGBTQ de qualquer forma nesse sentido, isso não é cristão." Susan, que quase sempre vota nos republicanos e votou nas primárias no senador John Cornyn, a quem Paxton derrotou. "Eu provavelmente simplesmente não votaria ou votaria em um libertário como protesto", disse ela. "Simplesmente não consigo me convencer a votar em Paxton, e ainda assim sei que Talarico é a favor disso." Sete dos oito eleitores de direita desse grupo disseram que as posições dos candidatos sobre políticas transgênero para crianças pesariam em seus votos.3

A questão também toca em um ponto sensível para eleitores hispânicos conservadores do condado de Harris (Harris County) que votaram em Trump em 2024 e disseram estar insatisfeitos com a economia e com um endurecimento da política migratória que consideram exagerado. "Há certas coisas que para mim são simplesmente inaceitáveis, e isso é inegociável", disse Angelika, mãe de seis filhos. Questões culturais a mantêm "mais do lado republicano, porque acredito que Jesus deveria estar na escola", explicou Angelika. Sobre direitos transgênero, ela acrescentou: "Não quero ninguém ensinando aos meus filhos esse tipo de coisa". "Não dá para ter uma criança, sabe, decidindo se vai ser menino ou menina aos sete, oito ou nove anos", disse Guillermo, que ainda pende para Talarico. "Se vai dizer algo, sustente isso", disse Caroline. "Por outro lado, Ken Paxton também, com todos os escândalos e a corrupção, para mim é meio que escolher o menor entre dois males." Adrian, um proprietário casado do norte de Houston, disse estar aberto a Talarico. "Fale mais sobre religião, mais sobre transgêneros", disse ele. "Se ele focar mais nisso e no custo de vida, eu o consideraria." Um independente do condado de Fort Bend (Fort Bend County) que geralmente vota nos democratas disse: "Sinto que são os republicanos que ficam falando disso o tempo todo, e eu penso: 'Tudo bem, mas isso não deixa a minha carne mais barata.'"3

A reportagem com grupos focais sugeriu que os anúncios podem impedir republicanos indecisos de mudar de lado e, em vez disso, gerar votos em branco na disputa, com conservadores comparecendo mas deixando a votação para o Senado em branco ou votando em libertários como protesto. Isso pode não bastar para Paxton se Talarico continuar vencendo entre independentes por dois dígitos, como mostraram pesquisas recentes, e se o comparecimento democrata seguir alto. O caminho de Talarico depende de um comparecimento democrata de nível presidencial, de amplas margens entre independentes e eleitores latinos e de conquistar alguns republicanos, algo que nenhum democrata fez em nível estadual neste século. O caminho de Paxton depende de mobilizar republicanos e convencer os que desconfiam dele de que Talarico seria pior.1,3

No condado de Harris, o maior do estado e sede de Houston, o gabinete de Paxton como procurador-geral entrou com uma ação contra autoridades eleitorais do condado por causa de uma campanha publicitária de mobilização de eleitores que direcionava anúncios com termos de segmentação racial ou étnica para públicos negro, latino e asiático. A ação dizia: "Ao direcionar especificamente anúncios eleitorais para estes e muitos outros termos de 'direcionamento detalhado' raciais ou étnicos, fica evidente que o condado de Harris está tentando aumentar a probabilidade de que apenas certos grupos raciais e étnicos — mas não todos — votem", acrescentando: "Em todo caso, não pode haver razão legítima para o condado de Harris direcionar intencionalmente anúncios eleitorais para essa coleção peculiar de etnias, interesses culturais e países afro-americanos, asiáticos e latinos, mas não para nenhuma etnia europeia." O condado de Harris interrompeu a veiculação dos anúncios, e Paxton se declarou impedido na ação. O condado havia registrado mais de 950 mil votos antecipados com um dia de votação antecipada restante, acima do recorde anterior fora de ano presidencial de 855.711 em 2018. O deputado democrata do Texas Christian D. Menefee escreveu na internet: "Ken Paxton entrou com esta ação nos últimos dias de votação porque quer impedir que os moradores de Houston compareçam às urnas. Ele está reclamando de anúncios que não fazem nada além de dizer aos vizinhos quando votar e onde obter informações sobre votação." Menefee continuou: "Lembrem-se disto: alguém com tanto poder quanto o procurador-geral do Texas só tomaria uma medida desesperada como esta ação porque está com medo", e pediu aos eleitores aptos do condado de Harris que votassem.6

Registros da Comissão Eleitoral Federal (Federal Election Commission) mostram que Nouman Ali Khan, fundador do Instituto Bayyinah (Bayyinah Institute), fez três contribuições de mil dólares ao democrata, a mais recente em 19 de outubro, dia da abertura da votação antecipada e um dia depois de Talarico cortejar eleitores muçulmanos em um restaurante halal de churrasco no subúrbio de Irving, em Dallas. Khan não compareceu ao evento, disse um funcionário da campanha de Talarico. Khan foi acusado em 2017 por várias mulheres de usar sua fama para atraí-las para relacionamentos, em alguns casos casamentos religiosos relâmpago que elas disseram ser fachada para sexo, e depois pressioná-las a ficar caladas. Um painel de quatro estudiosos muçulmanos concluiu que, quando as mulheres reclamavam, Khan "pede desculpas e tenta comprar seu silêncio ou as ameaça", segundo reportagem do BuzzFeed News em dezembro de 2017, e um segundo painel de seis clérigos concluiu que seu comportamento era "impróprio para qualquer fiel, muito menos para alguém que ensina sobre o Alcorão Sagrado (Holy Qur'an)". Khan negou irregularidades e seu advogado chamou as acusações de "infundadas". Em uma palestra intitulada "Bater em mulheres — isso é absurdo", Khan disse: "Ele perde a cabeça, e o que ele faz? Ele bate nela", acrescentando: "Você explode, aí ele bateu, ou ele a empurrou, algo que ele fez e se sente mal. 'Como pude fazer isso?' Alá diz: 'Vou te dar licença nesse caso de loucura. Vou deixar você escapar dessa.'" Khan disse que a exceção se aplicava apenas a "infidelidade repetida" e "perpétua por parte da esposa" e mesmo assim deveria se limitar a um "toque, ou algo assim". O porta-voz JT Ennis disse: "Nossa campanha não solicitou contribuição deste indivíduo e condena a retórica violenta em todas as suas formas", acrescentando: "Este indivíduo é um entre mais de 1,6 milhão de doadores e não fala por nossa campanha." Khan não respondeu a um pedido de comentário.5

Os democratas veem as condições como excepcionalmente favoráveis: uma eleição de meio de mandato sob um presidente republicano, com a aprovação de Trump prejudicada por uma guerra impopular e pelos altos preços da gasolina, um adversário cujo próprio partido gastou quase 100 milhões de dólares para chamá-lo de inapto para o cargo, e uma reação negativa no Texas sobre temas como o desenvolvimento de centros de dados. Uma derrota agora pode tornar o Texas mais difícil de vender para futuros investimentos nacionais, enquanto uma vitória pode remodelar a disputa pelo estado já na corrida presidencial de 2028, especialmente com a expectativa de que o Texas ganhe cadeiras no Congresso e votos no Colégio Eleitoral (Electoral College) após o Censo de 2030 (2030 Census). Para os republicanos do Texas, uma derrota acentuaria as tensões entre a ala que apoiou Paxton e a velha guarda que alertava que ele era um fardo. "Este é um dos desafios políticos mais difíceis do mundo", disse Manny Garcia, ex-diretor-executivo do Partido Democrata do Texas (Texas Democratic Party). "O mundo inteiro muda quando você rompe a barreira e vence uma disputa estadual no Texas."1

O que acontece agora é a própria votação em 3 de novembro. O condado de Harris tem mais um dia de votação antecipada em sua sequência recorde, e a votação antecipada em todo o estado está terminando.1,6,7

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Como cada lado contou

Esquerda

A MSNBC centrou grupos focais de eleitores na publicidade transgênero e em seu efeito sobre republicanos indecisos, enquanto a The New Republic destacou a ação do gabinete de Paxton contra o condado de Harris por causa de anúncios eleitorais direcionados durante a votação antecipada recorde.

Centro

O Texas Tribune, a CBS News e o The Hill destacaram o equilíbrio da disputa e o controle do Senado, enfatizando vantagens nas pesquisas, gastos recordes e alertas republicanos sobre o comparecimento na votação antecipada.

Direita

O New York Post destacou um doador de 3 mil dólares para Talarico e declarações passadas do doador, enquanto o Breitbart e o Washington Examiner focaram nos ataques de Paxton a Talarico e na campanha de Vance por Paxton.

Fontes

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