O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, faz campanha no Mississippi nesta segunda-feira, com um comício marcado para o fim da tarde em Corinth, enquanto os democratas se mostram cada vez mais otimistas quanto às suas chances na disputa pelo Senado do estado.3,4,5
O Comitê Nacional Republicano informou na quarta-feira que Trump será a principal atração do evento em Corinth, no nordeste do estado. O Daily Wire descreveu a visita como ocorrendo em meio a um ambiente político difícil para os republicanos em todo o país, inclusive em estados tradicionalmente conservadores como o Mississippi e o Kansas.4,5
A disputa opõe a senadora Cindy Hyde-Smith (republicana-Miss.) ao democrata Scott Colom. O Senate Majority PAC, grupo alinhado aos democratas, anunciou que investirá US$ 1,2 milhão em um anúncio de televisão em apoio a Colom, enquanto o Senate Leadership Fund, alinhado aos republicanos, gasta mais de US$ 1 milhão para tentar manter a cadeira de Hyde-Smith.5
Colom tem aproveitado a visita presidencial a seu favor e desafiou Trump para um debate. O Cook Political Report, instituto de análise sem vínculo partidário, classifica a disputa como "provavelmente republicana", após tê-la deslocado de "solidamente republicana" em direção aos democratas. Os democratas afirmam enxergar motivos para esperança no estado, em meio à baixa aprovação de Trump.5
A imigração é elemento central da argumentação de Trump junto aos eleitores, segundo o Daily Wire, que lembra que o tema ajudou a impulsioná-lo à vitória em 2016 e 2024. No comício em Corinth, Trump deve destacar sua política de fiscalização migratória e contrastar seu histórico com as políticas de fronteira do ex-presidente Joe Biden, informou o veículo.4
A porta-voz da Casa Branca, Lauren Bis, disse ao Daily Wire: "O presidente Trump entregou a fronteira mais segura da história americana e está deportando imigrantes ilegais criminosos em ritmo recorde". Ela acrescentou: "As políticas de lei e ordem do presidente resultaram na maior queda da criminalidade violenta da história americana. Em contraste marcante, democratas radicais querem fronteiras abertas, abolir o ICE e inundar as comunidades americanas com criminosos".4
Antes do comício, a Casa Branca destacou prisões feitas pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em operações realizadas no início deste mês em Yazoo, cidade de cerca de 10 mil habitantes no centro do Mississippi, e em Tutwiler, vilarejo de cerca de 2 mil habitantes no norte do estado. Segundo a Casa Branca, entre os presos estavam Wilbur Rosemberg Ayala-Ardon, imigrante ilegal de El Salvador condenado por duas acusações de tentativa de homicídio em apoio a crime organizado, a quem a Casa Branca identificou como membro da MS-13, e Jose Rolando Alman-Gonzalez, de Honduras, condenado por agressão sexual, estupro e reentrada ilegal no país. Outras três pessoas também foram citadas.4
A Casa Branca também associou a queda da criminalidade violenta no país à ênfase do governo na fiscalização migratória. A mais recente Pesquisa Nacional de Vitimização Criminal do Departamento de Justiça, divulgada nesta segunda-feira, mostra que menos americanos relataram ter sido vítimas de crimes violentos ou contra o patrimônio em 2025 do que em 2024, e Trump deve tratar do tema, segundo o Daily Wire.4
A CBS News informou que os preços da gasolina permanecem essencialmente os mesmos da época do governo Biden, enquanto Trump faz campanha por candidatos republicanos em estados muito conservadores, como o Mississippi. A repórter Weijia Jiang, da CBS News, cobre a estratégia da Casa Branca para as eleições de meio de mandato, e Anthony Salvanto, diretor executivo de eleições e pesquisas da emissora, apresenta levantamentos de opinião.3
Trump também fará paradas de campanha em outros estados conservadores nesta semana, incluindo Ohio, Texas, Carolina do Sul, Flórida e Iowa, segundo o Daily Wire.4
Trump deve discursar em Corinth na noite desta segunda-feira.4,5